Aula magna da UFSC aborda protagonismo feminino e inclusão de pessoas com deficiência

04/08/2017 16:58

A Universidade Federal de Santa Catarina irá realizar uma aula magna com os temas “Liderança e protagonismo feminino em tempos de inovação” e “Inclusão de pessoas com deficiência”, no dia 9 de agosto, quarta-feira, das 14 às 16h. O encontro será no Auditório Garapuvu, do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, e contará com a participação de Walérya Carriço e Dagliê Colaço.

Walérya Carriço irá discorrer sobre “Liderança e protagonismo feminino”. Ela é executive coach, psicóloga e trabalha com gestão de cultura e liderança, com atuação em oito países nas Américas e Europa. Waléria também participou do Fórum Mundial de Mulheres Negras Líderes UNESCO – Paris 2004.

Dagliê Collaço, advogada, irá falar sobre a Lei Brasileira de Inclusão. Especialista em Direito Administrativo, ela é vice-presidente da comissão da OAB/SC dos direitos da pessoa com deficiência; representante da OAB nacional no Ministério da Saúde e na Câmara técnica de assessoramento e apoio às ações da Rede de Cuidado da Pessoa com Deficiência no SUS. Ela também atua como professora de Direito e Legislação no Centro de Educação Profissional – Jorge Lacerda.

Deferimentos dos pedidos de matrícula em disciplinas isoladas PPGAS 2017.2

28/07/2017 13:00

INÍCIO DAS AULAS: 7/ago/2017

Para informações sobre horários e locais das aulas, acesse: Disciplinas 2017.2

SOMENTE OS CANDIDATOS LISTADOS ABAIXO DEVERÃO REALIZAR SUA INSCRIÇÃO NO LINK http://capg.sistemas.ufsc.br/inscricao/

O prazo para se inscrever inicia-se no dia 29 de julho (sábado) e vai até às 23:59 do dia 3 de agosto (quinta-feira).

Tópicos Especiais em Antropologia IX: Explorações em torno da ideia de parentesco, animismo e magia

  • Marcelo G. Camargo

Tópicos Especiais em Antropologia VII:  Corpo, Imagem e Cidade

  • Tarsila Chiara Albino da Silva Santana
  • Daniel Mittmann
  • Ivan Tadeu Gomes de Oliveira
  • Flávio Toassi Crispim

Antropologia da Música

  • Tarsila Chiara Albino da Silva Santana
  • Matheus Rocha Grain
  • Daniela Weingartner
  • Paola Menegat Delazzeri
  • Nira Pomar
  • Jurandir Correa Junior

Tópicos Especiais em Antropologia VIII: Arte engajada e Antropologia

  • Diorgenes Pandini
  • Camila Dias Silva
  • André S. Dietzold
  • Daniel Mittmann

Antropologia da Cultura Material

  • Marcelo Camargo
  • Roberta P. Marques
  • Julia M. Faraco
  • Maria Isabel Schauffert

Antropologia, Estado e Políticas Públicas

  • Sérgio Daniel Fernandez
  • Maria Isabel Maria Isabel Schauffert
  • Raquel Sabrina da Silva
  • Valeria Rodriguez Segui

Visões da etnologia sul-americanista sobre o suicídio entre povos indígenas

19/07/2017 13:35

A Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica e o NEPI (Núcleo de Estudos de Populações Indígenas) convidam para a palestra:

Visões da etnologia sul-americanista sobre o suicídio entre povos indígenas

Palestrante: Profa. Mônica Pechincha 

Professora do Departamento de Antropologia da UFG, concluindo estágio pós-doutoral no NEPI/PPGAS/UFSC.

Data: 20/07/2017

Horário: 18:30 h

Local: Auditório do CFH/UFSC

Resumo:

Análise de relatos etnográficos produzidos no âmbito da etnologia sul-americanista concernentes ao problema do suicídio entre indígenas, com atenção especial às racionalizações indígenas sobre as condições vividas e sofridas e o entendimento que permitem de diferenças e semelhanças entre distintas situações.

 

 

Nota de repúdio ao Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito FUNAI-INCRA 2, de 02 de maio de 2017

09/05/2017 11:21

O Departamento de Antropologia, comportando os cursos de graduação e pós-graduação, e o Conselho do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina, vêm publicamente manifestar sua perplexidade e indignação diante da solicitação de indiciamento por parte da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI FUNAI/INCRA 2), de nossos colegas antropólogos da UFSC e de ex-alunos, assim como de ex-diretor do atual Museu de Arqueologia e Etnologia desta universidade.

Externamos nossa solidariedade com os colegas da UFSC e com antropólogos/as de outras instituições, com as lideranças indígenas e quilombolas, ativistas, procuradores/as federais e estaduais, servidores/as públicos da FUNAI, do INCRA e de outras instituições públicas ligados à defesa dos direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, acusados sem fundamento e injustamente no Parecer do relator. Essas pessoas foram aviltadas inclusive quanto à falta de equidade, diante da impossibilidade de exposição e defesa de sua atuação no transcorrer do período de funcionamento da CPI (de 2015 a 2017).

Causa preocupação, e temerosa inquietação, que o relatório da CPI acuse e busque intimidar antropólogos da UFSC e de outras instituições em seu exercício profissional, ao mesmo tempo em que tenta constranger a atuação regular e institucional dos procuradores do Ministério Público Federal e Estadual que se empenham na defesa dos direitos indígenas e de comunidades tradicionais, conforme impõe e determina a Carta Magna brasileira. O esforço de parlamentares que integram a CPI em criminalizar o pleno e livre exercício científico é próprio dos sistemas totalitários e de estados de exceção, não devendo ser tolerado em um estado democrático.

É de conhecimento da sociedade brasileira o empenho de parlamentares ligados ao agronegócio, articulados em torno da Frente Parlamentar da Agropecuária, para restringir os direitos territoriais, políticos, sociais e culturais de indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais, assegurados pela Constituição Federal de 1988. Os renovados esforços em desqualificar a legislação vigente, como, por exemplo, o Decreto 1775/1996 (dispõe sobre o procedimento administrativo de demarcação das terras indígenas e dá outras providências), o artigo 231 da Constituição de 1988 (estabelece os direitos de ocupação tradicional) e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, ratificada pelo Brasil em 2004, legislação essa que sustenta e orienta a atuação legal dos acusados, culminaram com a criação da CPI FUNAI/INCRA (por duas vezes consecutivas), sob o argumento de investigar supostas irregularidades na atuação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

As 3.385 páginas do Relatório final confirmam que as investigações dessa CPI de fato fazem parte de estratégias para retirar diretos e inviabilizar a regularização fundiária de terras indígenas e quilombolas.  Ignorando que as demarcações são resultado de processos jurídico-administrativos nos quais os direitos de contraditório são assegurados, o Relatório propõe uma série de medidas para anular demarcações já realizadas de dezenas de terras indígenas e quilombolas, além de outras tantas unidades de conservação, assim como uma série de mudanças na nossa Carta Marga, retirando os direitos dos povos tradicionais aos seus territórios e propondo a extinção da Fundação Nacional do Índio.

Assim, como já manifestado anteriormente em Nota do Conselho Universitário da UFSC, (Cun/UFSC, 11/12/2015[1]), o Departamento de Antropologia repudia fortemente as solicitações de indiciamento e acusações desses parlamentares contra os profissionais da Antropologia desta e demais instituições, as quais distorcem fatos, invertem imagens, apresentam inverdades e lançam impropriedades, com o objetivo tácito de criminalizar e desautorizar a atividade profissional antropológica.

Do mesmo modo, reiteramos o alerta para a contaminação do exercício legítimo e democrático da investigação realizada no âmbito de uma CPI por interesses que extrapolam o domínio da instância pública e que estão associados a demandas de grupos econômicos privados. Uma CPI não pode ser usada para uma ofensiva desigual, violenta e inconstitucional contra os povos indígenas e quilombolas, desvalidando direitos assegurados pela Constituição de 1988; tampouco pode servir de instrumento para cercear o pleno exercício da ciência antropológica, ou de qualquer outra Ciência. Consideramos inadmissível a criminalização da atividade científica para atingir objetivos claramente políticos.

A UFSC garante a pluralidade ideológica, como parte universalmente reconhecida do ambiente universitário, e seus valores não estão associados a nenhum grupo de interesse partidário, mas somente aos do conhecimento científico, da democracia e da liberdade. Consideramos fundamental que se consolide em toda sociedade uma postura em favor da veracidade, dos princípios fundamentais da República e da luta pela igualdade na diversidade, para que possamos construir um Brasil verdadeiramente democrático, mais justo e plural.

 

[1] Nota da Universidade Federal de Santa Catarina sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada para investigar a atuação da Funai e do Incra.