Estética de cria e estilo suburbano – como narrar a periferia no Rio de Janeiro

28/11/2025 10:07

PPGAS e Gesto convidam para a palestra:

Errata: evento serás às 16hs

RESUMO: Nesta fala, me volto para os discursos verbais, visuais e sonoros de dois estilistas periféricos cariocas para propor que a moda que criam encapsula memória, parentesco, localidade e história, imbricação que se traduz por meio do estilo de suas produções, fazendo coincidir ética e estética. Demonstro ainda que eles visam o centro da produção do gosto ao mesmo tempo em que resistem para manter seu caráter não hegemônico. Com a coincidência entre ética e estética e o caráter residual com que esses jovens criadores ocupam a indústria formal da moda cogito que cada cidade produz modos próprios para narrar o que é ser periférico e para conceituar a periferia. Sugiro assim que o Rio de Janeiro é regido por uma utopia das conexões e que o funk carioca fornece o material para a subjetivação periférica.

Mylene Mizrahi

Estetipop – laboratório de pesquisa antropológica em estética, política e cultura pop

Programa de Pós-Graduação em Educação

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Departamento de Educação
PUC – RJ