Tese defendida no PPGAS faz etnografia de grupos de teatro e políticas culturais

“É limitação e possibilidade”: uma etnografia sobre os grupos teatrais e as políticas culturais na cidade de São Paulo no contexto neoliberal. Este foi o tema da tese defendida essa semana no PPGAS/UFSC pelo pesquisador João Rodrigo Martins, que é orientado pela professora Sônia Weidner Maluf, coordenadora do INCT Brasil Plural. A tese foi aprovada com destaque à qualidade, originalidade e densidade analítica e conceitual e recomendada para publicação.
Ao longo da investigação, a pesquisa buscou responder a perguntas como: que sentido os artistas atribuem ao trabalho teatral? O que a política cultural faz e o que os sujeitos fazem com ela? Qual é o impacto do neoliberalismo no segmento teatral? Ao final, esboçam-se questões centrais para a transformação do paradigma das políticas culturais. Realizada entre 2022 e 2025, a pesquisa foi financiada pelo CNPq e contou com o apoio do INCT Brasil Plural para a realização do trabalho de campo.
João Martins defendeu o doutorado no dia 25 de maio no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC, em Florianópolis. Fizeram parte da banca as professoras Sônia Weidner Maluf (UFSC), como orientadora e presidente, e Maria Eugênia Dominguez (UFSC), como examinadora interna; e os professores Guilhermo André Aderaldo (UNESP) e Judson Forlan Cabral (PUC/SP) como examinadores externos.




O evento foi aberto ao público e contou com a presença da superintendente do Iphan em Santa Catarina, Regina Helena Santiago, de detentores das práticas de engenhos como o Indaiá e Andrade. A coordenadora do NAUI, Alícia Castells (PPGAS/UFSC), falou sobre o projeto e avaliou o evento com um excelente retorno e reconhecimento do Iphan e dos detentores, que participaram da exibição do filme, e do público em geral. Os diretores do filme Carolina Maciel de Arruda e Artur Hugo da Rosa, do Rancho Cultural, também estiveram no evento e falaram sobre o processo de filmagem.
A tese de doutorado da antropóloga Virgínia Squizani Rodrigues vence o III Prêmio Tabita Bentes dos Santos na VI Reunião de Antropologia da Saúde, em Porto Alegre. Com o título “Boom and burst”: Como os trabalhadores de startups brasileiras vivenciam os efeitos do capitalismo tardio em seus próprios corpos”, a pesquisa foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC e cotutela com o Programa de Sciences Sociales – Sociologia da Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Virgínia Rodrigues foi orientada pelos professores Viviane Vedana (PPGAS/UFSC e INCT Brasil Plural) e Marc Loriol (Paris 1) e coorientada pela professora Letícia Cesarino (PPGAS/UFSC).
Uirá apresentou então três aspectos que norteariam a apresentação. “O primeiro é a minha experiência na etnologia indígena amazônica e, mais recentemente, num debate sobre ecologias, formas indígenas de conservação e temas como etnografias multiespécies”. O segundo elemento destacado foi a parceria do grupo indígena com o qual realiza pesquisas no Maranhão. “A minha parceria de pesquisa com o Awá-Guajá. Uma parceria técnica e política, digamos assim, pensando em instrumentos de proteção do território, cursos de formação etc”. E um terceiro elemento da apresentação também incluiu a reflexão da própria trajetória dentro do campo acadêmico na Antropologia. “Uma reflexão de como eu, um acadêmico negro, me movo em um campo de estudo cuja ausência de pesquisadores negros e negras é bastante conhecido, que é a etnologia indígena”.

