Doutorando Arthur Paiva, do PPGAS/UFSC, recebe menção honrosa da ABA

15/07/2026 15:55

A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) concedeu Menção Honrosa no Prêmio de “Antropologia e Direitos Humanos” a Arthur Paiva Octaviano, doutorando do PPGAS/UFSC. A ABA premiou o artigo “Os mortos não se calam: a vida cosmopolítica dos mortos Kaiowá e Guarani em retomadas de terra em Mato Grosso do Sul”, que faz parte da pesquisa de doutorado de Arthur.

O doutorando realiza pesquisas junto aos povos Kaiowá e Guarani na região sul de Mato Grosso do Sul. “É um contexto muito agonístico, marcado por vários tipos de violações e violências propagadas por setores do agronegócio local e, também, por violência policial contra esses coletivos que se empenham em ações políticas de retomada de suas terras tradicionais (tekoha), de onde foram expulsos”, explica o autor. A pesquisa se centra na problemática da violência, dos episódios de morte violenta e casos de desaparecimento forçado de lideranças Kaiowá e Guarani durante processos de retomada territorial.

O prêmio foi concedido pela Comissão de Direitos Humanos da ABA durante a 35 ° Reunião Brasileira de Antropologia (35° RBA), que está sendo realizada de 13 a 17 de julho em Goiânia. A orientadora da pesquisa é a professora Flavia Medeiros (PPGAS/UFSC), que está participando do evento na Universidade Federal de Goiás (UFG) e recebeu a premiação em nome de Arthur. Em uma das fotos, a professora Flávia recebe o certificado da menção honrosa das mãos do professor Adalton Marques (Univasf), que é integrante da Comissão de Direitos Humanos da ABA. Arthur Paiva recebeu a notícia da premiação em Mato Grosso do Sul, onde está realizando pesquisa de campo, e disse que dedico “a cada Kaiowá e Guarani morto nessa guerra e também aos vivos que seguem diariamente nessa luta”.

Disciplinas 2026-2

08/07/2026 23:41
Período segunda terça quarta quinta sexta
Manhã ANT510178

Tópicos Especiais em Antropologia X: Estudos Afro-Latinos Americanos e Caribenhos

(4 créds)

Profa. Samara Freire

08h00-12h00

Tarde ANT510163 Tópicos Especiais em Antropologia III: Territórios, Povos Tradicionais e Conflitos Socioambientais

(2 créds)

Profa Edviges Ioris

14h00-18h00

ANT510157 Tópicos Especiais em Antropologia I: Performance, imaginação e (cosmo)política(s)

(2 créds)

Prof. Scott Head

14h00-18h00

Noite ANT510180 Tópicos Especiais em Antropologia XI: Realidade, razão e estrutura: do que trata, afinal, a Antropologia?

(4 créds)

Prof.Márnio T. Pinto e Profa. Miriam Hartung

18h00-22h00

 restrita aos alunos regulares do PPGAS

 

ANT3135002 Tópicos Especiais em Técnicas e Métodos: Seminário de Escrita Antropológica

(4 créds)

Profa. Alexandra Alencar

18h00-22h00

obrigatória DO

 

ANT4104004 Seminários Avançados em Teoria Antropológica II

(4 créds)

Profa. Sonia Maluf

18h00-22h00

obrigatória ME

 

ANT3004000 Teoria Antropológica I

(4 créds)

Profa. Isabel de Rose

18h00-22h00

 

03 e 04 de agosto – Período de rematrícula de alunes regulares no link https://capg.sistemas.ufsc.br/modules/aluno.

ATENÇÃO: alunes em campo* devem se matricular em Dissertação ou Tese. *quem estiver em campo e/ou na fase de escrita do trabalho de conclusão, apenas (sem matrícula em optativas).

03 e 04 de agosto – Inscrições (via CAPG) para matrícula em disciplinas isoladas do semestre 2026.2, através do link https://capg.sistemas.ufsc.br/inscricao/ . Ver procedimentos no site do PPGAS.

06 de agosto – Data limite para docentes enviarem os aceites dos pedidos de matrícula em disciplina isoladas à Secretaria do PPGAS.

10 de agosto – Início do semestre letivo 2026/2 e Último dia para docentes entregarem notas referentes ao semestre letivo 2025/1

17 a 18 de agosto -Ajuste de matrícula (cancelamentos via CAPG e inclusões de disciplina mediante aceite do professor via e-mail).

 

Chamada de Apoio à Participação em Eventos – Discentes e Docentes 2026

19/06/2026 14:24

Esta é uma primeira chamada para que discentes e docentes informem ao PPGAS sua intenção de participação em eventos a partir de 01 de junho de 2026. Estas informações servirão para organização e planejamento da comissão de gestão em relação a aplicação do recurso para este fim.

* Atenção: Prazo para envio da solicitação documentada: 31 de julho de 2026
(mais…)

Tese defendida no PPGAS faz etnografia de grupos de teatro e políticas culturais

28/05/2026 14:56

“É limitação e possibilidade”: uma etnografia sobre os grupos teatrais e as políticas culturais na cidade de São Paulo no contexto neoliberal. Este foi o tema da tese defendida essa semana no PPGAS/UFSC pelo pesquisador João Rodrigo Martins, que é orientado pela professora Sônia Weidner Maluf, coordenadora do INCT Brasil Plural. A tese foi aprovada com destaque à qualidade, originalidade e densidade analítica e conceitual e recomendada para publicação.

Ao longo da investigação, a pesquisa buscou responder a perguntas como: que sentido os artistas atribuem ao trabalho teatral? O que a política cultural faz e o que os sujeitos fazem com ela? Qual é o impacto do neoliberalismo no segmento teatral? Ao final, esboçam-se questões centrais para a transformação do paradigma das políticas culturais. Realizada entre 2022 e 2025, a pesquisa foi financiada pelo CNPq e contou com o apoio do INCT Brasil Plural para a realização do trabalho de campo.

João Martins defendeu o doutorado no dia 25 de maio no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC, em Florianópolis. Fizeram parte da banca as professoras Sônia Weidner Maluf (UFSC), como orientadora e presidente, e Maria Eugênia Dominguez (UFSC), como examinadora interna; e os professores Guilhermo André Aderaldo (UNESP) e Judson Forlan Cabral (PUC/SP) como examinadores externos.

Documentário Farinhar é exibido na sede do Iphan em Florianópolis

20/05/2026 11:23

O documentário Farinhar, produzido pelos pesquisadores do NAUI/PPGAS/IBP e pelo Rancho Cultural foi exibido sexta-feira, 15 de maio, na sede do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Florianópolis. A produção faz parte do dossiê de registro dos “Saberes e práticas tradicionais associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina” como patrimônio cultural nacional.  O bem foi inscrito no Livro dos Saberes, após aprovação pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em 11 de março deste ano. Também foi distribuído o foto-livro “Farinhar”, produto da pesquisa e do audiovisual.

O evento foi aberto ao público e contou com a presença da superintendente do Iphan em Santa Catarina, Regina Helena Santiago, de detentores das práticas de engenhos como o Indaiá e Andrade. A coordenadora do NAUI, Alícia Castells (PPGAS/UFSC), falou sobre o projeto e avaliou o evento com um excelente retorno e reconhecimento do Iphan e dos detentores, que participaram da exibição do filme, e do público em geral. Os diretores do filme Carolina Maciel de Arruda e Artur Hugo da Rosa, do Rancho Cultural, também estiveram no evento e falaram sobre o processo de filmagem.

O Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) realizou pesquisa durante mais de dois anos sobre as práticas nos engenhos de farinha e produziu o dossiê, audiovisuais e fotos que embasaram o processo do IPHAN. No dia 24 de maio, o documentário “Farinhar” será exibido também em Imbituba para a entrega dos certificados de registro e roda de conversa com o presidente do Iphan e a diretora de patrimônio imaterial. Também vão participar do evento os pesquisadores do NAUI.

Tese do PPGAS sobre burnout em empresas de tecnologia vence prêmio da VI RAS

18/05/2026 16:37

A tese de doutorado da antropóloga Virgínia Squizani Rodrigues vence o III Prêmio Tabita Bentes dos Santos na VI Reunião de Antropologia da Saúde, em Porto Alegre. Com o título “Boom and burst”: Como os trabalhadores de startups brasileiras vivenciam os efeitos do capitalismo tardio em seus próprios corpos”, a pesquisa foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC e cotutela com o Programa de Sciences Sociales – Sociologia da Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Virgínia Rodrigues foi orientada pelos professores Viviane Vedana (PPGAS/UFSC e INCT Brasil Plural) e Marc Loriol (Paris 1) e coorientada pela professora Letícia Cesarino (PPGAS/UFSC).

A pesquisadora questiona e analisa porque trabalhadores de startups, que dizem amar seu trabalho, também sofrem de burnout. Fundamentada em cinco anos de trabalho etnográfico junto ao setor de startups de Florianópolis, a tese argumenta que o burnout não deve ser reduzido a uma condição individual ou clínica, já que se trata de um fenômeno processual, socialmente situado. Além disso, investiga como os imperativos econômicos do crescimento rápido – impulsionados pelo capital de risco – interagem com as culturas organizacionais das startups e as experiências subjetivas dos trabalhadores.

A pesquisa contribui para debates mais amplos na sociologia e antropologia do trabalho, bem como nas áreas de saúde e saúde mental, mostrando como o burnout funciona tanto como uma experiência vivida quanto como uma lente por meio da qual os trabalhadores interpretam e verbalizam as contradições do capitalismo contemporâneo.

A tese pode ser acessada no repositório da UFSC.

Chamada de apoio a eventos e pesquisa de campo

14/04/2026 17:44

Chamada de apoio a eventos e pesquisa de campo

Prezades

Estamos fechando o exercício do recurso 2025/2026. Temos um saldo que pode apoiar com 1 ou 2 diárias (a depender da quantidade de pedidos) atividades de pesquisa de campo ou apresentação de trabalho em eventos, realizados apenas em 2026 e até 10 de maio 2026. A documentação necessária deve ser enviada para ppgas@ufsc.br.

O pagamento é apenas por reembolso – informar dados bancários completos

– enviar no caso de apresentação de trabalho o certificado do evento e notas de gastos (alimentação, hospedagem) constando CPF de discente comprovando a estadia no local do evento. Sem o certificado não é possível pagar o reembolso.

– enviar no caso de pesquisa de campo relatório de atividades de pesquisa, com notas de gastos (alimentação, hospedagem) constando CPF de discente comprovando a estadia no local da pesquisa. A pesquisa de campo deve ser pelo menos 100km distante da UFSC.

 

PPGAS/UFSC concede prêmios de melhor tese e melhor dissertação Edição 2026

08/04/2026 15:31

Foram premiadas pela Programa de Pós-graduação em Antropologia duas teses e duas dissertações defendidas no PPGAS no ano passado.

 

PRÊMIO PPGAS DE TESE – Edição 2026

Virgínia Squizani Rodrigues – !”Boom and Burst#: Como os trabalhadores de startups brasileiras vivenciam os efeitos do capitalismo tardio em seus próprios corpos”.
Orientadora: Profa. Viviane Vedana; Co-orientadora: Profa. Letícia Cesarino; Orientador em Co-Tutela: Prof. Dr. Marc Loriol

Thiago da Silva Santana – “Fazendo-rios: masculinidades quilombolas entre territórios e cuidados”. Orientadora: Profa. Vânia Zikan Cardoso

 

PRÊMIO PPGAS DE DISSERTACÃO – Edição 2026

Guilherme Henrique Vasconcellos Leonel – “Entre nós já existe pão e sal: memória e técnica em restaurantes árabes da cidade de Florianópolis”
Orientadora: Profa. Dra. Viviane Vedana

Jo Pedro Klinkerfus – “Melhor que filme de ação: uma etnografia do canal de YouTube da Polícia Militar de Santa Catarina”
Orientadora: Profa. Dra. Flávia Medeiros.

PPGAS realiza aula inaugural de 2026 com o antropólogo Uirá Garcia

02/04/2026 11:38

O PPGAS realizou no dia 25, quarta, a aula inaugural deste ano com o antropólogo Uirá Garcia, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Uirá veio à Florianópolis e falou sobre “A vida dos animais: coexistência e confluência nas práticas indígenas de conservação”. Citando a obra homônima do escritor sul-africano J.M. Coetzee, “A vida dos animais”, o professor tratou da relação construída com animais pelos indígenas Awá-Guajá, do Maranhão, com quem ele tem longa pesquisa e que resultou no livro “Crônicas de Caça e Criação”.

Na aula inaugural do PPGAS, Uirá reflete sobre conceitos como confluência e coexistência para mostrar como as relações entre indígenas e animais são fundamentais, mas questionar a ideia de que elas são simplesmente ‘harmônicas’. Ao apresentar suas análises, o professor mostrou também imagens que ele mesmo produziu em pesquisas de campo e que apresentam momentos da relação entre os Awá e animais.

Uirá apresentou então três aspectos que norteariam a apresentação. “O primeiro é a minha experiência na etnologia indígena amazônica e, mais recentemente, num debate sobre ecologias, formas indígenas de conservação e temas como etnografias multiespécies”. O segundo elemento destacado foi a parceria do grupo indígena com o qual realiza pesquisas no Maranhão. “A minha parceria de pesquisa com o Awá-Guajá. Uma parceria técnica e política, digamos assim, pensando em instrumentos de proteção do território, cursos de formação etc”. E um terceiro elemento da apresentação também incluiu a reflexão da própria trajetória dentro do campo acadêmico na Antropologia. “Uma reflexão de como eu, um acadêmico negro, me movo em um campo de estudo cuja ausência de pesquisadores negros e negras é bastante conhecido, que é a etnologia indígena”.

Na quinta, dia 26, o CANOA recebeu o antropólogo Uirá Garcia para uma reunião aberta com os pesquisadores do grupo, que puderam conversar mais de perto com o professor sobre a sua pesquisa e temas que tem desenvolvido recentemente. A conversa contou com a presença de outros pesquisadores do PPGAS também.